As interpretações do Manifesto Comunista
Antes de analisar o texto O Manifesto Comunista e o "Elo Perdido" do Sistema Internacional de Luis Fernandes é importante compreender como Marx percebe a modernidade que tem como característica fundamental as suas constantes transformações. Para ele as mudanças nas formas de sociedade se dão pela ruptura. Assim dentro da própria organização social emerge um elemento incoerente ao sistema e quando este elemento consientiza-se da sua inadequação ocorre o rompimento. Além disso, Marx entende que as mudanças no plano material antecedem as do plano ideológico, ou seja, ele é materialista.
A burguesia ao alcançar o poder rompe com todas as relações feudais inclusive a da conservação inalterada dos modos de produção. Passa portanto a "revolucionar continuamente os instrumentos de produção" e a necessidade de mercados mais extensos origina o caracter global do capitalismo. Portanto o sistema capitalista é transnacional desde seu início. Um outro aspecto é a centralização, segundo Marx " A burguesia suprime cada vez mais a dispersão dos meios de produção, da população e da propriedade....a conseqüência necessária disso foi a centralização política" esse efeito é comprovado com a formação dos Estados Nacionais que marcou a emergência do Sistema Internacional moderno. "O poder político do Estado moderno nada mais é do que um comitê para administrar os negócios comuns a toda classe burguesa."
A dimensão transnacional não é a mais importante dentro do Manifesto Comunista, para Luis Fernandes, ele destaca a contradição dos processos transnacionais e internacionais dentro da formação capitalista do mundo moderno. Assim são a expansão do modelo político do capitalismo para o mundo, os Estados soberanos, e a integração dos mercados globais que proferem ao Sistema Internacional seu formato contemporâneo, caracterizado por uma distribuição irregular do poder. Segundo o autor , a partir da visão histórica da formação dos Estados Nacionais e das relações sociais geradas desse processo se estabelece a autonomia das esferas política e econômica ( elo perdido) . É essa separação que atualmente viabiliza fluxos de investimentos para além das fronteiras nacionais.
Vale lembrar ainda que a mesma burguesia revolucionária de outros tempos, torna-se conservadora quando conseguem consolidar a sua ascensão. Abandona assim o projeto internacional ( ex. Congresso de Viena) e aderem a outro calcado nas idéias nacionalistas. Em 1848, época em que o manifesto é redigido, os ideais nacionalistas se tornam hegemônicos e é justamente contra isso que Marx luta. Ele acreditava que a característica expansionista do capitalismo iria tornar irrelevante as fronteiras de modo que todos os operários independente da nacionalidade pudessem se unir. Porém observa-se que o desenvolvimento capitalista não é uniforme em todas as regiões do globo, que não houve de fato uma consciência do proletário como classe revolucionária e de que a própria atitude dos socialistas na 1º Guerra Mundial minaram com o típico projeto internacionalista de Marx.
* os trechos entre aspas foram retirados do Manifesto Comunista
A burguesia ao alcançar o poder rompe com todas as relações feudais inclusive a da conservação inalterada dos modos de produção. Passa portanto a "revolucionar continuamente os instrumentos de produção" e a necessidade de mercados mais extensos origina o caracter global do capitalismo. Portanto o sistema capitalista é transnacional desde seu início. Um outro aspecto é a centralização, segundo Marx " A burguesia suprime cada vez mais a dispersão dos meios de produção, da população e da propriedade....a conseqüência necessária disso foi a centralização política" esse efeito é comprovado com a formação dos Estados Nacionais que marcou a emergência do Sistema Internacional moderno. "O poder político do Estado moderno nada mais é do que um comitê para administrar os negócios comuns a toda classe burguesa."
A dimensão transnacional não é a mais importante dentro do Manifesto Comunista, para Luis Fernandes, ele destaca a contradição dos processos transnacionais e internacionais dentro da formação capitalista do mundo moderno. Assim são a expansão do modelo político do capitalismo para o mundo, os Estados soberanos, e a integração dos mercados globais que proferem ao Sistema Internacional seu formato contemporâneo, caracterizado por uma distribuição irregular do poder. Segundo o autor , a partir da visão histórica da formação dos Estados Nacionais e das relações sociais geradas desse processo se estabelece a autonomia das esferas política e econômica ( elo perdido) . É essa separação que atualmente viabiliza fluxos de investimentos para além das fronteiras nacionais.
Vale lembrar ainda que a mesma burguesia revolucionária de outros tempos, torna-se conservadora quando conseguem consolidar a sua ascensão. Abandona assim o projeto internacional ( ex. Congresso de Viena) e aderem a outro calcado nas idéias nacionalistas. Em 1848, época em que o manifesto é redigido, os ideais nacionalistas se tornam hegemônicos e é justamente contra isso que Marx luta. Ele acreditava que a característica expansionista do capitalismo iria tornar irrelevante as fronteiras de modo que todos os operários independente da nacionalidade pudessem se unir. Porém observa-se que o desenvolvimento capitalista não é uniforme em todas as regiões do globo, que não houve de fato uma consciência do proletário como classe revolucionária e de que a própria atitude dos socialistas na 1º Guerra Mundial minaram com o típico projeto internacionalista de Marx.
* os trechos entre aspas foram retirados do Manifesto Comunista

1 Comments:
Prezada Cecilia
O conteudo do trabalho está bom.
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