A real relevância da independência da América Latina nas Relações Internancionais
As questões que culminaram na independência da América Latina na qual as colônias Espanholas e Portuguesas estavam inseridas, segundo Waddel, ocorreram sob os interesses de todo sistema político europeu muito por conseqüência das mudanças nas relações colonias mercantilista tradicionais, a partir de 1790 com a difusão dos ideais da Revolução Francesa. A sujeição espanhola à França desencadeou alguns pensamentos pró a interferência inglesa na região, inclusive a anexação, porém nada efetivo foi feito até porque ,em 1807 as relações com Portugal representavam um problema maior devido a ameaça de invasão feita por Bonaparte caso os lusitanos não se associassem ao Sistema Continental, assim a família real embarca para o Brasil sob a escolta inglesa. Neste mesmo período ocorre a usurpação (foi a causa imediata dos movimentos de separação, mesmo não sendo essa a vontade de Napoleão) do trono espanhol e as notícias de movimentos patriotas levam a uma redefinição da ação da Inglaterra : "incentivar as colônias a oferecer o máximo de apoio aos patriotas da metrópole em sua luta contra os franceses invasores". A política inglesa estava então, subordinada a Guerra Peninsular contudo a partir do desenvolvimento das revoluções hispano-americanas (1810) a diplomacia britânica tentou se manter neutra em relação aos dois extremos. O que ,no fim, não agradava a nenhum dos lados. Devido a essa política de neutralidade o único representante diplomático da Inglaterra na região foi o Lorde Stranford que manteve alta a influência inglesa .
Para o autor, o único país que poderia ameaçar a preponderância da influência inglesa na América Latina eram os Estados Unidos porém apesar de aparentemente possuírem dos requisitos para tal, no inicio do século XIX, eles sofreram profundamente com as guerras napoleônicas e tiveram que submeter possíveis vantagens políticas na região à necessidade de evitar confrontos com a Espanha ( questões territoriais pendentes) e com a Inglaterra ( importante parceira comercial) . Na tentativa de conciliar os seus interesses enfrentaram problemas em manter a neutralidade diante da opinão pública e incialmente só consolidaram influência nas regiões mais próximas ao seu território. Ainda que o contexto das relações internacionais ,em 1815 fosse de paz , as questões referentes a América Latina eram tratadas através de seus possíveis impactos para a Europa. O interesse primordial era restaurar a antiga ordem vigente antes da Revolução Francesa, entretanto apesar das principais potências defenderam a Legitimidade em geral não houve grande apoio as medidas repressivas espanholas (um dos únicos ponto de concordância das 5 potências em Aix-la-Chapelle) pois acreditavam que o uso da força não surtiria efeito. Defendiam então, concessões as colônias para abafar as revoltas até porque essas concessões poderiam favorecer comercialmente potências como a França e a Prússia. É importante lembrar que mesmo diante das possibilidades comerciais ascenderem a Inglaterra continuou a manter sua política de neutralidade.
Já em 1822, a política internacional começava a se ajustar ao novo contexto embora forças realistas ainda tivessem algum controle na América. Os Estados Unidos tomaram a frente e reconheceram de facto a independência das antigas colônias (culminando com a elaboração da Doutrina Moore). Mais tarde durante o Congresso de Verona se observa um afastamento inglês do sistema de congressos, se por um lado este fato permite a Inglaterra maior independência nas suas ações por outro diminui a sua influência diante as demais potências continentais porém a promessa de um reconhecimentos mais rápido devido a nova conduta inglesa se mostrou uma ilusão. A invasão francesa à Espanha, decidida em Verona, determinou o compromisso da França com a legitimidade e obstruindo o reconhecimento da independência das colônias antes da mãe-patria, porém em 1827 já se consolidavam relações mais formais com a América Latina. A Prússia começava a fortalecer seus vínculos comerciais com a região porém, não havia nem autorização, nem obstrução do governo(firmado com o compromisso legitimista). Já a Áustria e a Rússia devido aos baixos interesses na América Latina condenavam as relações com os "rebeldes". Essas considerações sobre a legitimidade da independência não atuaram no caso do Brasil devido a fatores específicos como o fato de Dom Pedro ser herdeiro da coroa portuguesa e ao mesmo tempo imperador do Brasil. O reconhecimento a independência brasileira por Portugal abriu o espaço para o reconhecimento das demais nações .
Conforme Waddel observa, o volume do comércio com a América Latina não se alterou drasticamente após a independência e isso se explica pelo fato de que durante a Revolução Francesa, as Guerras Napoleônicas e as Guerras de Independência grande parcela do comércio na América espanhola já tinha se desviado para as regiões européias acrescente o fato de que a pobreza da maioria delimita as importações, de que a agricultura que se voltou para a subsistência diminuiu as possibilidades de exportação e que a instabilidade política que ocasionava guerras reduziu os investimentos estrangeiros. A América Latina então, saiu rapidamente do primeiro plano da diplomacia internacional. Também fica claro que apesar da crescente dependência econômica que foi transferida da metrópole para diversas potências européias, não há mais como controlar efetivamente as decisões polícias dos países latino-americanos um exemplo são as negociações da Inglaterra com o Brasil na década de 1830 e 1840. Assim devido a todos os aspectos apresentados observa-se que a influência inglesa foi crucial para a independência da América Latina porque sua política não só ofereceu uma clara chance de êxito como elevava as desvantagens comerciais das políticas legitimistas. Entretanto não se deve minimizar a contribuição das ações de outras nações para o processo de independência, ações estas que se basearam mais na contenção do avanço para a emancipação do que em seu real progresso.
Para o autor, o único país que poderia ameaçar a preponderância da influência inglesa na América Latina eram os Estados Unidos porém apesar de aparentemente possuírem dos requisitos para tal, no inicio do século XIX, eles sofreram profundamente com as guerras napoleônicas e tiveram que submeter possíveis vantagens políticas na região à necessidade de evitar confrontos com a Espanha ( questões territoriais pendentes) e com a Inglaterra ( importante parceira comercial) . Na tentativa de conciliar os seus interesses enfrentaram problemas em manter a neutralidade diante da opinão pública e incialmente só consolidaram influência nas regiões mais próximas ao seu território. Ainda que o contexto das relações internacionais ,em 1815 fosse de paz , as questões referentes a América Latina eram tratadas através de seus possíveis impactos para a Europa. O interesse primordial era restaurar a antiga ordem vigente antes da Revolução Francesa, entretanto apesar das principais potências defenderam a Legitimidade em geral não houve grande apoio as medidas repressivas espanholas (um dos únicos ponto de concordância das 5 potências em Aix-la-Chapelle) pois acreditavam que o uso da força não surtiria efeito. Defendiam então, concessões as colônias para abafar as revoltas até porque essas concessões poderiam favorecer comercialmente potências como a França e a Prússia. É importante lembrar que mesmo diante das possibilidades comerciais ascenderem a Inglaterra continuou a manter sua política de neutralidade.
Já em 1822, a política internacional começava a se ajustar ao novo contexto embora forças realistas ainda tivessem algum controle na América. Os Estados Unidos tomaram a frente e reconheceram de facto a independência das antigas colônias (culminando com a elaboração da Doutrina Moore). Mais tarde durante o Congresso de Verona se observa um afastamento inglês do sistema de congressos, se por um lado este fato permite a Inglaterra maior independência nas suas ações por outro diminui a sua influência diante as demais potências continentais porém a promessa de um reconhecimentos mais rápido devido a nova conduta inglesa se mostrou uma ilusão. A invasão francesa à Espanha, decidida em Verona, determinou o compromisso da França com a legitimidade e obstruindo o reconhecimento da independência das colônias antes da mãe-patria, porém em 1827 já se consolidavam relações mais formais com a América Latina. A Prússia começava a fortalecer seus vínculos comerciais com a região porém, não havia nem autorização, nem obstrução do governo(firmado com o compromisso legitimista). Já a Áustria e a Rússia devido aos baixos interesses na América Latina condenavam as relações com os "rebeldes". Essas considerações sobre a legitimidade da independência não atuaram no caso do Brasil devido a fatores específicos como o fato de Dom Pedro ser herdeiro da coroa portuguesa e ao mesmo tempo imperador do Brasil. O reconhecimento a independência brasileira por Portugal abriu o espaço para o reconhecimento das demais nações .
Conforme Waddel observa, o volume do comércio com a América Latina não se alterou drasticamente após a independência e isso se explica pelo fato de que durante a Revolução Francesa, as Guerras Napoleônicas e as Guerras de Independência grande parcela do comércio na América espanhola já tinha se desviado para as regiões européias acrescente o fato de que a pobreza da maioria delimita as importações, de que a agricultura que se voltou para a subsistência diminuiu as possibilidades de exportação e que a instabilidade política que ocasionava guerras reduziu os investimentos estrangeiros. A América Latina então, saiu rapidamente do primeiro plano da diplomacia internacional. Também fica claro que apesar da crescente dependência econômica que foi transferida da metrópole para diversas potências européias, não há mais como controlar efetivamente as decisões polícias dos países latino-americanos um exemplo são as negociações da Inglaterra com o Brasil na década de 1830 e 1840. Assim devido a todos os aspectos apresentados observa-se que a influência inglesa foi crucial para a independência da América Latina porque sua política não só ofereceu uma clara chance de êxito como elevava as desvantagens comerciais das políticas legitimistas. Entretanto não se deve minimizar a contribuição das ações de outras nações para o processo de independência, ações estas que se basearam mais na contenção do avanço para a emancipação do que em seu real progresso.

1 Comments:
Prezada Carla,
O trabalho está bastante completo em termos de conteúdo, mas acredito que você poderia ter dado mais atenção à forma, o primeiro parágrafo especialmente, está um tanto quanto confuso em relação às frases.
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